o Enigma é o próprio Deus: incompreensível e gracioso, ambos ao extremo.
Fora de Deus tudo é detalhe. O diabo é um detalhe. Bem e mal vêm de Deus. E cumprem papéis que transcendem o entendimento. Deus somente é visto quando se aprende que ele é absolutamente Deus, e, portanto, Livre! Andar pela fé em direção ao Invisível e Misterioso, completamente desobrigado, pela Graça, de provar mais nada. Ócio moral, compreendida como regra da maioria, que produz uma ética, para além da questão do bem e do mal, visto que só Deus sabe o que, num mundo caído, pode ser um "mal" que realiza um "bem", e quais os "bens"que realizam o "mal". Somente Deus não precisa de uma ética filosófica para o que faz. Afinal, ele somente faz o Bem, mesmo que a nossa percepção filosófica imediata seja a de que há um "mal"em curso! Deus põe o homem tendo de discernir a própria perversidade de seu caminho e a iniquidade de seus próprios pensamentos,
antes de ter de se preocupar com os caminhos de Deus, pois, esses, são previamente indisponíveis aos sentidos e às percepções. Os caminhos de Deus são mais altos que os nossos pensamentos podem discernir. O homem se manifesta na terra como produto de seus próprios pensamentos; no modo como responte ao que recebe, seja o bem e o mal. Buscai o bem e não o mal. Buscai-me e vivei. Encontrar Deus promove amor àquilo que realiza o bem em nós e no próximo. E isso é obra de Deus no coração que se abre para
deixar seus próprios pensamentos quando iníquos, promotores da perversidade: arrependimento: mudança de mente e de proceder em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo! A estrada que nos leva a esse ponto é invisível e não previamente definida, e por isso nos desobriga de conhecer qual o caminho de Deus, e nos obriga a caminhar em fé, para quem sabe um dia discernir qual foi o caminho de Deus.
A graça misteriosa levou Jó para as experiências que teve. Sem os dois capítulos iniciais, o Livro de Jó é apenas a revelação da presunção do juízo humano sobre o mal que acomete o próximo. Quero aprender com Jó como ele responde a Deus: sou indigno diante do Universo, assumo que sou incapaz de compreender as naturezas animais, intercedeu pelos (in)amigos.
Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.
Tratando-se do ser humano se está pisando em um chão sagrado onde a melhor atitude é a de tirar as sandálias dos pés, pois, se está em terra santa. Neste mundo caído, em todo "bem"há mal e em todo "mal" há bem. Resta-nos abrir mão de todo julgamento e juízo contra a alma do próximo e assumir humilde e confiantemente o único caminho possível na Terra, a Vereda da Vida, que se anda / vive pela fé.