sábado, 30 de janeiro de 2010

EGO temporal (com duplo sentido)

Coisas temporais. Tesouros, riquezas, fruto do trabalho. Deixar tudo por amor ao que é eterno. Ao menos relegar  ao segundo plano. Zaqueu, o moço rico, a mulher do fluxo de sangue, Maria, José, os pescadores, muitos outros. Mas do moço rico ele pediu muito.
As emoções, desejos, satisfações também são riquezas minhas. E tenho tido necessidade de abandoná-las.
O Valor próprio também. O que desejo é o Eterno. viver com Aquele que não muda. Que ama, não pré conceitua (porque nada pra Ele é pré, nem o futuro, tudo é), nada exige além de amor (coisa que só existe Nele). Não julga (ainda). Ai como dói o julgamento, e como isso avilta a minha integridade emocional, e desestrutura o pensamento, e trava o movimento. Ah, refrigério, Deus não julga. Ainda, é certo. Estou caminhando, meio embriagado, cambaleando, em zigue-zag, mas o caminho é certo, o rumo é certo, a chegada também.

Banqueiros

Achei uma razão pra reclamação de todo pastor: crentes de banco. Desde menino escuto isso. Crente que não faz nada e só vai à igreja nos fins de semana senta no banco, escuta, levanta e vai embora. ELES LEVAM MUITO A SÉRIO o que Jesus disse sobre os talentos, moedas, que na mão dos habilidosos vira muito mais dinheiro. Mas como se acham muito incapazes COLOCAM SEU TESOURO NO BANCO. Da igreja neste caso. RSRSRSRS

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

FRASES

LEMBRANDO PK
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram mas na intensidade com que acontecem - Fernando Pessoa 21 out 2008

ser corajoso não é não ter medo - é vencer apesar dos medos- 10 out 2008
The best things in life are not things PK 6 out 2008
Não se justifique - os amigos não precisam disso e os inimigos não acreditam mesmo 15 set 2008
Elogie mais! Reclame menos! Agradeça sempre! 6 set 2008
A teacher is one who makes himself progressively unnecessary. – 3 set 2008
Hummm...Now I undestand....Just a teacher! And what to do with the lessons now??? [maria dulce gonçalves diasescreveu: Jan. 9]

FILOSOFIA de andarilho

QUEM ANDA NAS NÚVENS NÃO FAZ CALO.
Aqui em baixo a coisa pega.
MAS QUANDO CAI DAS NÚVENS QUEBRA A CARA, O CORAÇÃO, O PÉ.
Aqui em baixo é só mais um tombo; levanta e vamborandá.
Cru assim. Frio assim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tenho ouvido, a vida toda, sobre ser amigo de Deus. Ter um rela cionamento com Deus. E isso seria a causa de felicidade e vida eterna. Mas sempre vi dificuldade nisso por não poder ver Deus, apesar de crer na existência e presença dele aqui e agora. Mas como me relacionar com alguém que não vejo nem sinto? Uma relação não sensorial!
Revendo as relações humanas mais comuns, vi o início da vida como a mais sensorial possível. A intimidade do bebê com a mamãe é tanta que um é parasita da outra; inicialmente intra útero mas mantém-se a dependência depois do nascimento na mama de mamãe. Como na maioria das vezes a gravidês é voluntária, o parto é desejado e a intimidade do contato é prazerosa existe uma interdependência, baseada sobretudo no toque, no contato com tato.
O que gerou a maternidade é outra relação, a conjugal. Duas pessoas que, no modelo ocidental, escolheram-se e resolveram conjugar o verbo conviver. Conjugar é carregar o jugo juntos. A palavra pressupõe trabalho [jugo é aparelho pra bois puxarem carroça ou arado]. Mas as pressuposições emocionais dos noivos são outras: prazer, transferências mútuas, convivência produtiva, emoções sem fim. Essas pressuposições foram e são fermentadas na sociedade, pelos amigos, pelos romances absorvidos nas músicas, livros e filmes, e algumas vezes no partilhar da vida em família, quando pai e mãe são emocionalmente bem estruturados ou aprenderam a equacionar o jugo de um modo justo, harmonioso. A última situação não é a regra. O que mais vejo são casais que se acostumaram a viver assim. Assim como? De qualquer modo, de muitos modos, alguns bizarros até. Mas nada que se pareça com os sonhos nupciais iniciais. Nuvens que muitas vezes se dissolveram em chuvas e tempestades logo na lua de mel, ou na crise dos 7 anos, ou nas saída dos filhos de casa, aos 40 e uns. Tantas foram as lutas da vida a dois que o que era alegria virou monotonia. O que era emoçõa virou assintonia. A relação fundamentalmente sensorial dos namorados tornou-se, na maior parte dos dias de um mês comum, uma relação não sensorial. Não que falte amor, mas parece que o sentido do tato perdeu-se. O olfato ficou ressecado. O paladar insípido. E vai-se levando assim. Não que haja correções a se fazer. Pessoas são únicas. Casamentos também: dupla unicidade. Acho que o modelo inicial foi deturpado. As espectativas eram muitas e infundadas considerando-se os participantes do consórcio: imaturos emocional, financeira, biologica e socialmente. A coisa fica feia pra muitos relacionamentos. Muitos acabam. Outros nos mostram o prazer de envelhecer. A conversa depois de anos é melhor, os interesses mais afinados, o carinho mais contido, o amor palpável mais raro, mas frequentemente com qualidade melhor. Pudera, a vida acrescentou tantas coisas que chamamos de maturidade, que não sobra cômodos emocionais pra guardar emoções dessas mais fúteis e transitórias e sem propósito outro que não o prazer momentâneo. Pareço um velho muito experimentado! Só estou começando a aprender. Mas tenho visto tantas coisas... que se não me servem ao menos me cobrem de razão nas considerações.
Mas voltando a Deus e minha relação com Ele. Ser absoluto mas pessoa presente. Incompreendido, mesmo incompreensível. Quase ausente o dia todo. Necessita de concentração pra ser notado.
Não parece casamento velho?

DE FORA DA FESTA

Ouvindo a festa... do lado de fora   [PK dor]

Quando eu me levantei e voltei para o meu pai, e quando ele me recebeu de braços abertos, sorriu para mim, me abraçou e me beijou, além de me dar o anel dele (agora já posso assinar cheques em nome dele de novo!), e trocar as minhas roupas, aquelas todas sujas, fedendo a porco e com sujeira acumulada por meses sem lavar ou tomar banho, por outras esporte fino e com direito a um belo par de sandálias lindíssimas (as minhas havaianas já haviam se acabado muito antes de eu ter chegado no chiqueiro), ele fez outra coisa. Ele me levou para dentro da casa dele. Casa que eu havia abandonado há anos. Mas ele me fez sentir como se nunca tivesse saído e me garantiu que isso não era só um sentimento, mas que aquela casa era minha de fato. Ele, também, me fez sentir como se nunca tivesse gasto um tostão da herança que me dera, apesar de eu ter torrado tudo nas piores coisas e formas possíveis. Ele chegou a falar que nem se lembrava mais disso. Ele também nem quis me ouvir quando eu disse que não merecia tudo aquilo, que, quando muito eu poderia ser um dos faxineiros daquela casa...ou então um peão da sua fazenda, num cantinho qualquer, mas ele não aceitou nem mesmo ouvir o que eu falava.. ele me deixou sem poder falar quando me sufocou com seus abraços e beijos. Ele disse que eu era o filho dele e por isso ele estava alegre, e mais alegre ainda porque eu, o filho, havia voltado para casa. Ele me fez sentir como se nunca tivesse saído e, ao mesmo tempo, me fez sentir como se estivesse sendo adotado aquele dia. Que coisa interessante. Aí então ele fez uma festa, uma super festa, e o bom da história é que a festa continua.

No meio da dança, da música, dos muitos manjares, bebidas e de inúmeros amigos que se alegram comigo existe um porém. Pessoas que eu amo muito e que eu gostaria de ver rindo, dançando e se alegrando comigo, estão ali do lado de fora e não querem entrar.

Lá do lado de fora eles não estão chateados comigo, pelo menos não mais do que quando saí para torrar o dinheiro do pai. O que me deixa triste é que eles estão bravos com o pai. Contaram-me aqui dentro que eles lá fora deram uma dura nele. Dizem que lá fora falaram cara a cara para ele que ele não era justo e que ele estava fazendo tudo errado. Também falaram, sem rodeios, que ele não sabia distinguir bem as coisas. Mostraram por a mais b que ele não podia ter me tratado dessa forma, era só olhar o que eu tinha aprontado e ainda por cima fazer festa, pegar a melhor carne e fazer um churrasco – exatamente aquela carne que era reservada para as ocasiões mais especiais. Não era justo – as coisas não podem ser assim tão simples e boas para alguém que pecou tanto. Não deveria nem ter recebido essa ‘coisa’ de volta, mas já que o fez, no mínimo teria que ficar numa quarentena, para ver se não tem recaída, porque isso deve acontecer com certeza. Agora esse pai, nos seus arroubos de amor, já vai abraçando, banhando, vestindo, restaurando crédito, e, ainda por cima fazendo uma tremenda de uma festa? É justo isso? Deve ser a idade, não é possível! Ainda afirmaram que, eles, que sempre foram bonzinhos, eles que sempre fizeram tudo certo, eles que sempre fizeram tudo que o pai tinha mandado, que sempre ajudaram na casa e na fazenda e que nunca tinham pecado contra ele, nunca tinham gasto o dinheiro dele a toa, nunca o tinham abandonado, ele nunca fez festa para eles, pior, eles não haviam recebido nem mesmo um ‘puxeiro’ para fazer um espetinho com os amigos. Agora chega esse safado, pecador, fedendo a porco, sem um centavo no bolso porque que era um inconseqüente desmiolado, e volta numa boa, por cima como se nada tivesse acontecido? Ah não, isso não é justo, reclamam eles – do lado de fora! Disseram assim: “Pai, você vai ver que daqui a alguns dias ele pega mais um pouco de dinheiro seu, se aproveita da sua bondade e vaza no mundo outra vez... a gente conhece essa peça”.

Eu estou sabendo disso apenas porque me contaram, pois eles não estão na festa e para mim não falaram nada, até porque decidiram continuar do lado de fora. Acho que tem medo de entrar, de chegar perto, talvez porque não suportariam o tamanho da minha alegria por estar de volta à casa do meu pai. Dizem que a única coisa que as pessoas não conseguem perdoar é a alegria dos outros. Não sei se é isso ou o que é. Só sei de uma coisa, aqui dentro a festa continua e cada vez melhor. A comida é boa, a bebida é farta, a música é maravilhosa, assim como a dança e a companhia. Além do mais a porta está aberta, o convite do pai foi enfático. Ele foi lá fora tentar buscá-los, mas eles não quiseram, não aceitaram entrar, preferiram ficar do lado de fora. Eu sempre achei que todo mundo gostava de festa, mas descobri que, mesmo gostando de festa, tem gente que não vai simplesmente porque não consegue aceitar os motivos dela e assim acaba do lado de fora.. ouvindo de longe o ‘pizeiro’ maravilhoso que está rolando aqui dentro.
Lucas 15:25-32 
[PK]

Seja

Seja o caminho a verdade e a vida para alguém que passe, ou por quem você passar. Levar Jesus é isso. Evangelizar Jesus é assim. Outros métodos são muito pouco eficazes e frustrantes: se não frustrar no primeiro momento e a pessoa aceitar correr o risco de crer baseado só na sua palavra, será frustrante nos dias e anos seguintes quando ela vir que era muita falação pra pouca ação, muito romance pra pouca realidade, até muita hipocrisia pra pouca incursão profundamente espiritual. Seja Jesus pra alguém.

ANO NOVO ! ? .

[Waldir FS (wwwfs@uol.com.br) na Friends de Toledo]
É ano novo! No espaço, o planeta terra completou mais uma volta ao redor do sol e decretou o início de mais um ano. Dependendo do referencial tomado para estabelecer o ponto de partida temos fim e início de ano todos os dias.
Por falar em dia – tempo que a terra demora para dar uma volta em torno do seu eixo – dependendo do referencial, há dia iniciando a cada momento. A cada instante, qualquer que seja a unidade padrão de tempo utilizada - segundo, minuto, hora, dia - um ano começa. Estamos falando de chronos, palavra que os gregos utilizavam para o tempo cronológico, sequencial. Eles também usavam outra palavra para tempo. Kairós, o momento certo, qualitativo, referido na teologia para “o tempo de Deus”.
Em qual tempo você está vivendo? Está fixado no planeta terra, cronometrado, girando o giro dele e querendo que o mundo pare para descer como cantou Raul Seixas? Ou está mais para “deixa a vida me levar, vida leva eu” no melhor estilo Zeca Pagodinho? Ou está vivendo dentro do projeto de Deus para a sua vida, aproveitando as oportunidades que Ele lhe dá para também ser significativo na vida dos seus semelhantes?
Na leitura do título pode-se usar o ponto de exclamação, ANO NOVO! Ou perguntar, ANO NOVO? Nem percebi que o outro acabou... ou talvez, ANO NOVO. Com ponto final.
Assim, enquanto você está neste tempo que se chama hoje – que transformado em dias resultará em 2010 - dê um tempo e faça as interrogações devidas, encontre as exclamações para a sua vida em Deus e viva no tempo Dele. Ponto Final.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mentiras sinceras.

Mentiras sinceras me interessam. Acho que Cazusa tinha razão mesmo. E não me acho excessão.
Sentimentos mentem muuuuuito. Acho que o Cidade Negra está enganado.
Deus e a dor. Deus e o prazer. São questões maiores da existência não só cristã. Menores, é certo, que perdão, reconciliação, esperança eterna, comunhão com Deus e seus filhos, nossos irmãos.
Prazeres mentem. Não satisfazem. Dores mentem. Não duram. A Morte mente. Não é eterna.
Transigentes. Transitórias. Transformistas. Transformadoras.
Mas sempre interessaram os sentimentos e suas mentiras. São o motor do consumo, do sexo e suas depredações, da ambiçào social, do poder, dos alucinógenos legais ou não. Nada disso é eterno mas vende a imagem de satisfação sem fim. Mentira. Mentiras.
Mentiras sinceras me interessam. Mesmo que o prazer seja pouco e a vida seja curta, o enfado da vida é muito grande. E por alguns momentos, eternos enquanto vão sendo vividos, as mentiras, sinceras, enganam o tédio. Só um pouco. Só enquanto eu permito. Só o tempo do orgasmo. Só os dias de caixa alto. Só até passar o porre. E vem a ressaca. Amiga tristonha que lembra comigo como foi bom enquanto durou. Mas "repetir o amor já satisfaz" até que um dia chegue enfim em que o sol derreta a cera até o fim. Só mais um pouco. Porque ninguém acredita mesmo. Mas enganar-se doi menos que ser enganado e muito menos que viver friamente cada dia que Deus nos Deu.

Relações são verdades absolutas. Não o que se diz. Mas estar lá, junto. Completam. Mas eu ainda quero esperimentar isso...Principalmente com Deus. E ficar satisfeito só por poder ficar junto novamente. E sempre.