Eu corr... (eu não)
Tu corru... (acho que não, mas sei lá)
Nós corruptamos (um tanto de gente não)
Vós corruptais (?)
Eles corruptam (ah sim, eles bastante)
[eu nunca, sempre é assim, eu nunca, irresponsabilidades só eles, não importa quem]
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Perdeu-se a Alma
Ele acreditou piamente ... pensou que um mundo melhor surgiria de toda aquela brusca e violenta transformação. Aos poucos porém foi percebendo que seus líderes haviam perdido a alma. a brutalidade crescia. a impunidade era a regra. O desrespeito às criaturas era a norma geral. ... a impotência tomou conta de seu espírito, ... Matou-se porque perdeu toda a esperança ... uma estrada sem saída. o poeta... não pode perder a alma! [Sobre Mayakovsky][de Sandra Cavalcanti, em "Triste: nao podemos falar mais nada"][colhido da coluna do Harto Viteck 20/08/2010]
Senti ao ler um pouco do engasgo que tenho sentido com relação à nossa sociedade. Civil e religiosa.
Mandantes desalmados e desgovernados. Rumos impensados apenas tradicionalmente re-percorridos.
A alma se foi. Como irá a alma do votante e do crente (se dependesse só desses líderes e suas instituições).
[Não perdi a alma não. Estou desolado pelas almas penadas que vejo por aqui.]
Senti ao ler um pouco do engasgo que tenho sentido com relação à nossa sociedade. Civil e religiosa.
Mandantes desalmados e desgovernados. Rumos impensados apenas tradicionalmente re-percorridos.
A alma se foi. Como irá a alma do votante e do crente (se dependesse só desses líderes e suas instituições).
[Não perdi a alma não. Estou desolado pelas almas penadas que vejo por aqui.]
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
ENVELHECE(NDO)
poema de Mário de Andrade (“O valioso tempo dos maduros”):
"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras ele chupou displicente, mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E, para mim, basta o essencial."
"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras ele chupou displicente, mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E, para mim, basta o essencial."
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