sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ilusão

A MINHA VIDA TEM SIDO UMA ILUSÃO, salomônica essa afirmativa. (Eclesiastes 6.15).
E quem disse que isso é ruim. Por que deveria ser diferente? Quem espera outra coisa?
Talvez os que pretendem ser deus queiram que a vida tenha um sentido fixo e as realizações sejam eternas.
Lembrei-me da Torre de Babel: foi isso que aconteceu lá: pretenderam não ser passageiros, nao ser ilusão.
Pois é o que somos: um vento, uma sombra, nuvem. Somos uma sombra de Deus. Não dá prá pretender ser Deus. Somos espírito, ou alma vivente como disse o Gênesis, com uma casa de matéria (pele, ossos, músculos, nervos, órgãos, etc), que veio do pó e vai virar pó. Quer algo mais fútil que pó? Um amigo maluco do antigo segundo grau (ensino médio) calculou até o preço desse pó, e não era muito. Reduziu-nos aos elementos químicos dos quais somos formados, lembrando que somos ao menos 60% água. E tudo virou pó.
Deus proveu uma âncora de eternidade prá nós ao nos criar soprando seu espírito em nós e desejar que voltássemos a Ele voluntariamente prá sermos um com Ele. Espírito tocando espírito. Nada material. Porque matéria é ilusão.
Lembra Matrix. Acho a idéia muito interessante, e verossímil, exceto pelo fato da Intensão do Criador, que, diferentemente do filme, é boa e saudável e sobretudo Amorosa. Pensou Deus numa relação espiritual conosco prá sermos eternos Nele.
Mas como é fútil nossa existência. Mas vá convencer o coração de que isso nem importa tanto quanto o que é eterno.

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