Estou tentando ajuntar todos os pensamentos que me passam e organizá-los. Estou escrevendo este blog por mim e pelos que podem vir a lê-lo. Acho que é uma manifestação de um desejo de ser reconhecido também. Claro que é um desejo de falar de tudo que tenho lido e ouvido; mas só o que sirva.
Recebo emails com mensagens religiosas apelativas. Jesus não apelava. Mas nós humanos temos que nos sentir relevantes então apelamos: ao sentimentalismo, à religiosidade, à conciência, forçando atitudes (do tipo "envie esse email para 10 pessoas se você ama a Deus e não se envergonha dele). Quando o que de fato funciona é o relacionamento com Deus e as pessoas [claro que um email não cria relacionamentos]. E forçar a barra não demonstra amor: só demonstra um desejo de ser ouvido e obedecido, ditadura relacional. Só pai e mãe tem direito de impor essa ditadura e só mesmo durante alguns anos de formação; depois só vale a relação aberta: aberta a opiniões diversas, atitudes individualistas, desobediências calculadas, arroubos de paixão e atitudes loucas eventualmente, e também obediência, apego, carinho. Deus é visto como o pai. E muito do que aprendemos dele tem relação com a idéia que fazemos de pai. Erro. Sou pai e sei quanto errei e erro na minha relação com meus filhos. Deus é mais que eu. Quero ser importante na vida dos meus filhos, e não adianta me impor; serei importante por minhas idéias e posturas de fato; por minha firmeza e minha sinceridade; pela fraqueza assumida; franqueza; simplicidade. Com Deus tenho buscado isso também. E junto aqui a leitura de hoje: fariseu X prostituta: essa foi uma das passagens que deu o significado atual de fariseu: hipocrisia, superficialidade, legalismo. A prostituta não pediu perdão de nada, mas foi perdoada por demonstrar carinho e tristeza, humildade e reconhecimento da divindade do Mestre. Simplicidade. Gostaria de ser simples também. Então estou me expondo. Ser rejeitado dói muito, mas críticas sinceras me interessam; muito mais que mentiras sinceras. Ela quiz reconhcimento, o fariseu tambem, eu, você. O que a fez virar história foi o modo. Foi reconhecida exatamente quando não teve a pretensão de ser relevante. Foi ela. O limite entre politicamente correto, polidês social e hipocrisia é muito estreito. Simplicidade com a premissa de não fazer mal cria mais relacionamento.
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