sábado, 30 de janeiro de 2010

EGO temporal (com duplo sentido)

Coisas temporais. Tesouros, riquezas, fruto do trabalho. Deixar tudo por amor ao que é eterno. Ao menos relegar  ao segundo plano. Zaqueu, o moço rico, a mulher do fluxo de sangue, Maria, José, os pescadores, muitos outros. Mas do moço rico ele pediu muito.
As emoções, desejos, satisfações também são riquezas minhas. E tenho tido necessidade de abandoná-las.
O Valor próprio também. O que desejo é o Eterno. viver com Aquele que não muda. Que ama, não pré conceitua (porque nada pra Ele é pré, nem o futuro, tudo é), nada exige além de amor (coisa que só existe Nele). Não julga (ainda). Ai como dói o julgamento, e como isso avilta a minha integridade emocional, e desestrutura o pensamento, e trava o movimento. Ah, refrigério, Deus não julga. Ainda, é certo. Estou caminhando, meio embriagado, cambaleando, em zigue-zag, mas o caminho é certo, o rumo é certo, a chegada também.

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