segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mentiras sinceras.

Mentiras sinceras me interessam. Acho que Cazusa tinha razão mesmo. E não me acho excessão.
Sentimentos mentem muuuuuito. Acho que o Cidade Negra está enganado.
Deus e a dor. Deus e o prazer. São questões maiores da existência não só cristã. Menores, é certo, que perdão, reconciliação, esperança eterna, comunhão com Deus e seus filhos, nossos irmãos.
Prazeres mentem. Não satisfazem. Dores mentem. Não duram. A Morte mente. Não é eterna.
Transigentes. Transitórias. Transformistas. Transformadoras.
Mas sempre interessaram os sentimentos e suas mentiras. São o motor do consumo, do sexo e suas depredações, da ambiçào social, do poder, dos alucinógenos legais ou não. Nada disso é eterno mas vende a imagem de satisfação sem fim. Mentira. Mentiras.
Mentiras sinceras me interessam. Mesmo que o prazer seja pouco e a vida seja curta, o enfado da vida é muito grande. E por alguns momentos, eternos enquanto vão sendo vividos, as mentiras, sinceras, enganam o tédio. Só um pouco. Só enquanto eu permito. Só o tempo do orgasmo. Só os dias de caixa alto. Só até passar o porre. E vem a ressaca. Amiga tristonha que lembra comigo como foi bom enquanto durou. Mas "repetir o amor já satisfaz" até que um dia chegue enfim em que o sol derreta a cera até o fim. Só mais um pouco. Porque ninguém acredita mesmo. Mas enganar-se doi menos que ser enganado e muito menos que viver friamente cada dia que Deus nos Deu.

Relações são verdades absolutas. Não o que se diz. Mas estar lá, junto. Completam. Mas eu ainda quero esperimentar isso...Principalmente com Deus. E ficar satisfeito só por poder ficar junto novamente. E sempre.

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