(RESUMO meu deste capítulo do Livro SALVOS DA PERFEIÇÃO, de Elinai Cabral Jr, Editora Ultimato )
BABELISMO AS PERVERSAS CONSTRUCÕES HUMANAS E A DIVINA DESCONSTRUÇÃO
Sei que a nostalgia é um sentimento também de auto-engano...angústia pela insustentável finitude que nos constitui... nossos 'anseios por avivamento' confirmam nossa fraqueza.
instituição...perpetuação de valores tendo em vista a irresistível contingencialidade da vida.
A forma pactual de se prevenir contra a nossa instabilidade é normatizar... Aprendemos a amar o reino de Deus, mas inventamos igrejas para perpetuar nosso amor.
A imprevisibilidade do comportamento humano é característica de sua finitude.
Quem experimenta um pouco da morte melhora; ...A vida é catalisada pela morte. A morte nos aflige, mas nos redime.
Deus usou os mitos de uma civilização para impregnar nos de valores e princípios sublimes... Deus introduziu a morte na existência humana para ;impedir-nos de perpetuar o mal.
A instituição carrega uma contradição em seu interior. Por meio dela olhamos com realismo para nossos limites e instabilidades, protegemo-nos de nossa própria maldade. Cuidamos de nossos ideais com responsabilidade. Ampliamos o alcance de nossas conquistas. Isto, a principio, é belo e bom. Contudo, em oposição a este movimento, a instituição também incorpora uma dinâmica maligna. Na instituição somos tentados a substituir a presença pessoal e afetiva por ritos burocráticos. Em vez de abraços celebrativos, estatutos. Em vez de ouvidos, o cumpri mento cabal de regras. Em vez da leveis dos sonhos, o peso das obrigações que se multiplicam sem fim. Em vez de amarmos o ideal, amamos as posições de poder. Em vez de lutarmos com paixão por um sonho, lutamos com maquiavelismo pelo reconhecimento da razão. Por medo da morte, substituímos a vida pela instituição.
Toda institucionalização é também uma mistificação idolátrica...acabam divinizadas... 'O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado' " (Mc. 2.27-28).
... a crise e conseqüente desconstrução de nossas instituições não poderiam ser o invento redentivo de Deus? ... Aqui descobrimos o pecado original das instituições, e de modo especial da Igreja: a sua recusa em passar pela morte. ³
... Torre de Babel, ..., descreve a dinâmica da institucionalização e a reação divina a ela... A pessoa humana organizou para perpetuar-se cruelmente; Deus confundiu para pulverizar graciosamente a perversidade.
...a secularização como uma nova kenosis (esvaziamento) de Deus.
Seu esvaziamento pode tornar se graciosamente a oportunidade de a igreja real prender 0 caminho do amor e da morte redentora.
Assistimos, hoje, à bagatelização de um movimento que já foi caro o evangelicalismo. um movimento que precisa morrer.
A pulverização dos ideais cristãos no movimento evangélico pode ser uma nova kenosis de Deus. Quem sabe Deus não esteja babelizando nossa construção evangélica para nos livrar da perpetuação do mal? Quem sabe essa confusão evangélica, em que não mais conseguimos nos identificar, não seja o esvaziamento que nos devolverá ao caminho do amor?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário