sexta-feira, 23 de outubro de 2009

HOUSE

Assisti ontem à re-estreia do seriado House, sexta temporada. Fiquei incomodado. Não só com a mudança do hospital, ele foi internado num manicômio para desintoxicar-se do opióde que tomava pra controlar suas dores na perna. Ma também pela maneira como foi tratado: os traços de personalidade que o tornam único, mesmo entre os médicos reais, e que parecem determinar sua imensa capacidade de raciocínio médico, foram tratadas como algo impróprio. Admito que muitas atitudes dele sempre foram questionáveis. Mas a tentativa de humanização dele parece uma mediocrização, um achatamento da personalidade. Um deixar de ser eu. Difícil de engolir isso. Claro que tornaram o episódio bastante emotivo ao mostrarem um homem comum dentro daquele jaleco estúpido e inteligente.
Ainda estou me questionando sobre tudo o que acabei de escrever. Não tive tempo prá pensar o suficiente. Acabou às 24horas. Tarde demais prá lucidês; e raciocinar dormindo ainda não consigo. Mas se o que fizeram os tratamentos e de fato fazerm com pessoas comuns, que vejo nas ruas, e que vão a psiquiatras e psicólogos; se isso for o desejável, estou começando a admitir a possibilidade de psicoterapia prá mim mesmo. AI.

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